O grupo ou tipo de sangue é definido por proteínas que existem à superfície dos glóbulos vermelhos. Assim, há os grupos ABO (AB, A, B e 0 (zero)). Estes tipos também podem ser ditos “positivos” ou “negativos”. Isso deve-se, respectivamente, à presença (85% dos casos) ou ausência (15% dos casos) do fator D do sistema Rh.
A aloimunozação Rh é um problema de Saúde Pública e sua incidência relaciona-se à prevenção durante o acompanhamento pré-natal. Aproximadamente 98% dos casos de Doença Hemolítica Perinatal (DHPN) são provocados por incompatibilidade dos sistemas ABO e Rh e os 2 % por antígenos atípicos, dos quais os principais são o Kell, E e C.

A aloimunização Rh acontece em casos em que a mãe tem sangue Rh negativo e o bebê Rh positivo. Se a mãe entra em contato de alguma forma com sangue positivo, começa a produzir anticorpos (células de defesa) contra o antígeno D (células estranhas para ela, pois seu sangue é Rh -). Os anticorpos maternos atravessam a placenta, reconhecem e destroem os glóbulos vermelhos do feto que possuem fator D (Rh D+), provocando a doença hemolítica perinatal (DHPN). Para que este fenômeno ocorra é necessário que, no passado dessa mulher, o sistema imunitário tenha entrado em contato com células Rh D+ (sangue positivo) e sido sensibilizada, isto é, que seu organismo tenha “aprendido” a produzir os anticorpos contra antígenos D. Essa sensibilização pode acontecer principalmente em hemorragias de feto Rh+ em gestações anteriores ou transfusões sanguíneas de sangue incompatível.