4 Motivos para procurar seu médico no final da gravidez

Existem basicamente 2 grandes motivos para precisar de atendimento médico fora das consultas de pré-natal no terceiro trimestre (última parte) de uma gravidez normal:

O trabalho de parto

É muito comum entre as mulheres uma certa ansiedade em relação a como será o trabalho de parto e como saber quando está em trabalho de parto. Por definição, o trabalho de parto acontece quando a mulher tem contrações uterinas rítmicas, geralmente dolorosas, a cada 5 a 10 minutos, que estejam causando dilatação do colo do útero (a abertura embaixo do útero que vai dilatar para a passagem do bebê no parto). É claro que você não consegue avaliar sozinha se está tendo dilatação – precisará passar numa avaliação médica para checar se isso está acontecendo.

Antes de mais nada, é importante entender que o trabalho de parto é uma sequência de eventos dinâmicos, então muitas vezes não é claro nem mesmo para um especialista se a pessoa está em trabalho de parto ou não, principalmente no início. Por isso é tão comum eventuais visitas até mesmo prolongadas ao Pronto- Socorro onde nessas situações muitas vezes o médico precisa acompanhar um período para avaliar se o que está acontecendo é trabalho de parto realmente. Mas você não precisa saber se está em trabalho de parto ou não – isso é trabalho para os médicos – o que você precisa saber é quando deve procurar por atendimento médico com a suspeita de estar em trabalho de parto.

Sofrimento Fetal

O que os médicos chamam de sofrimento fetal é o resultado de má oxigenação pelo bebê, que pode acontecer por diversos motivos, como hipertensão na gravidez, diabetes gestacional entre outros. Por isso, quando uma gravidez é considerada de “alto risco”, exames como a avaliação do perfil biofísico fetal deverão ser feito de tempos em tempos, para avaliar se está acontecendo sofrimento fetal e o quanto essa alteração é grave.

Sofrimento fetal não é algo simples de ser sentido pela mãe, mas uma das características quando acontece é que o bebê passa a se mexer menos, como uma pessoa que está doente e, portanto, o corpo começa a poupar energia.

Nesse texto explicaremos 4 sinais que podem ser sentidos na gravidez e que indicam necessidade de procurar atendimento médico, pois, a grávida pode estar em trabalho de parto ou o bebê em sofrimento fetal.

1- Contrações uterinas

A partir da 16ª semana de gestação algumas mulheres podem apresentar contrações leves e geralmente indolores chamadas de Braxton-Hicks. Alguns profissionais chamam essas primeiras contrações de “contrações de treinamento”, funcionando como uma preparação do corpo da mulher para as contrações efetivas que surgirão durante o trabalho de parto. Essas contrações são muito diferentes das que acontecem no trabalho de parto.

4 Motivos para procurar seu médico no final da gravidez

Contrações de Braxton-Hicks

  • Acontecem só algumas vezes por dia, e não mais que duas vezes por hora;
  • Normalmente param quando você muda de posição. Se você passou muito tempo sentada, levante-se e caminhe. Se ficou muito tempo de pé, sente-se ou deite-se;
  • São irregulares, não pegam ritmo ou, se pegam, é só por um período curto;
  • Não são muito compridas: duram menos de um minuto;
  • Não vão aumentando de intensidade;
  • Podem atingir só uma parte da barriga;
  • Podem ser deflagradas pelos movimentos ou pela posição do bebê.

Contrações do trabalho de parto

  • Mais compridas: a barriga fica dura por mais tempo;
  • Mais regulares;
  • Mais doloridas;
  • Não param de vir. Cada uma que vem é mais forte que a outra, e o intervalo entre elas vai ficando cada vez menor;
  • Não melhoram se você mudar de posição;
  • Atingem a barriga inteira e às vezes as costas;
  • Não dependem da posição ou da movimentação do bebê.

Portanto, se estiver apresentando contrações rítmicas, pelo menos 2 a cada 10 minutos e que persistam por pelo menos uma hora é o momento de procurar o hospital e avisar seu médico. O trabalho de parto deve estar começando.

2- Perda de líquido (rotura da bolsa)

Durante a gravidez, o bebê fica dentro de uma bolsa com o líquido amniótico, que é um líquido produzido pela urina do bebê – na verdade o bebê fica o tempo todo fazendo xixi e bebendo esse líquido (todos já fizemos…). No final da gravidez a quantidade de líquido com o bebê é aproximadamente 1 litro.

Eventualmente essa bolsa amniótica pode romper e isso é motivo para procurar atendimento médico. Em gravidez de termo, ou seja, com mais de 37 semanas, mais de 80% dos casos de bolsa rota evoluem para trabalho de parto em até um dia, mas mesmo em casos em que não evolua para o trabalho de parto, esse deverá ser induzido (ou o parto realizado por cesárea, se essa for a indicação por algum outro motivo- a rotura da bolsa não é indicação de cesárea) pois o risco de infecção do bebê aumenta sem essa proteção.

Em casos em que a bolsa rompe e a gravidez tem menos de 36 semanas, o atendimento médico também deve ser procurado pelo mesmo motivo de risco infeccioso. Nesses casos 90% das vezes a gestante entra em trabalho de parto em até uma semana, mas a ideia é esperar mais tempo, mesmo sem o líquido amniótico, para que o bebê chegue o mais perto de 36 semanas possível. A gestante, nesses casos ficará internada em hospital até o final da gravidez e deverá coletar exames quase que diariamente para avaliar riscos de infecção para o bebê. Enquanto não houver sinais de infecção a gravidez pode ser mantida mesmo sem o líquido, mas caso haja sinais de infecção, o bebê deverá nascer mesmo que prematuro.

3- Sangramento vaginal

Sangramento vaginal pode acontecer em qualquer época da gestação, sendo causado por motivos diferentes conforme a fase da gravidez. Se no início ele pode ser um sinal de abortamento, no final da gravidez ele pode acontecer pela dilatação do colo do útero- ou seja, o sangramento vaginal pode ser um sinal de trabalho de parto e sempre que acontece na gravidez, em especial no final, deve ser procurado atendimento médico.

4- Diminuição da Movimentação Fetal – 6 horas sem se mexer

Como gestante de terceiro trimestre, você já deve estar acostumadíssima com a movimentação do bebê. Geralmente a gestante começa a sentir algo perto de 20 semanas de gravidez (apesar já ser possível ver movimentação pelo ultrassom com umas 9 semanas). Essa movimentação tende a ir aumentando durante a gravidez, para no final diminuir em frequência, mas aumentar em intensidade.

Muitas vezes o bebê fica bastante tempo sem se mexer, até porque ele dorme, acorda, mas consideramos que se o bebê ficar mais de 6 horas sem se movimentar, isso é motivo para procurar atendimento e realizar exame de avaliação de perfil biofísico do bebê.

Nenhum desses sinais deve ser motivo de preocupação extrema ou de esperar que algo de ruim possa estar acontecendo, mas quando qualquer um deles acontecer no período final da gravidez não deixe de procurar atendimento médico e entrar em contato com seu obstetra. Pode ser que seu bebê esteja para chegar. Esteja preparada!

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