Congelamento de embriões

Para as mulheres que possuem parceiro fixo e desejam adiar a maternidade sem abrir mão de alguns cuidados o especialista em reprodução humana, Dr. Fábio Padilla, explicará como funciona o processo de congelamento de embriões.

O congelamento de embriões é indicado em quais situações?

O congelamento de embriões é indicado para mulheres que já tem um parceiro fixo e vão sofrer uma perda de reserva ovariana acelerada, mas não planejam ou não podem engravidar no momento e não querem abrir mão de tentar engravidar com seu próprio óvulo no futuro.

Assim como no congelamento de óvulos, o congelamento de embriões é uma estratégia de tentativa de preservação de fertilidade, com o diferencial em relação ao congelamento de óvulos de que precisamos do homem (ou do espermatozoide) antes do congelamento. Por isso, é opção interessante para mulheres que tem parceiro fixo.

Comumente indicado em mulheres que precisarão ser submetidas a tratamento oncológico, principalmente quimioterapia e radioterapia pélvica, o congelamento de embriões é também opção para mulheres sem nenhuma patologia que querem preservar a qualidade dos embriões do envelhecimento natural do ovário, processo que é acelerado, diminuindo mais rapidamente a quantidade e a qualidade dos óvulos, a partir dos 35 anos de vida da mulher.

Congelamento dos embriões: como funciona o tratamento?

O tratamento é idêntico a uma fertilização in vitro – a mulher é submetida a estimulação ovariana pelo uso de hormônios, sendo realizada coleta desses óvulos, fecundação com os espermatozoides do parceiro e congelamento dos embriões quando eles tiverem 3 ou 5 dias de evolução.

Os ovários normalmente estimulam e liberam um óvulo por mês. No tratamento precisamos otimizar essa produção, pois assim aumentaremos o número de embriões a serem congelados. Para isso a mulher deverá usar hormônios por aproximadamente 10 dias, período onde o médico fará alguns exames de ultrassonografia para acompanhar o desenvolvimento dos óvulos.

Após a estimulação os óvulos são coletados num procedimento bastante tranquilo que demora aproximadamente 15-20 min. e é realizado com um ultrassom transvaginal, chamado de aspiração ovariana. Não tem corte e não costuma causar nada além de leve desconforto abdominal por algumas horas depois de feito.

Os óvulos coletados são então injetados com o espermatozoide do parceiro, para iniciar o desenvolvimento dos embriões, que devem ser congelados com 3 ou 5 dias de evolução.

Por quanto tempo os embriões podem permanecer congelados?

Há algum tempo falávamos de 5 anos como período máximo para deixar os embriões congelados antes da transferência para dentro do útero.

Hoje em dia sabemos que os embriões resistem bem mais, até porque as técnicas de congelamento também evoluíram muito. Portanto, recomendamos deixar no máximo 10 anos congelados, mas cada vez mais acreditamos que o tempo de congelamento não é um fator tão importante assim para o sucesso do tratamento.

Qual o processo para realizar a transferência dos embriões para o útero?

Quando a mulher desejar colocar os embriões dentro do útero, ou seja, quando ela decidir engravidar com esses embriões, precisamos preparar o útero para recebê-los.

O preparo do útero costuma demorar de 15 a 18 dias (dependendo inclusive do tempo de evolução dos embriões 3 ou 5 dias), e é feito através do uso de hormônios geralmente em comprimidos orais e via vaginal. É um preparo bem mais tranquilo do que a estimulação dos ovários, além de não ser necessário uso de medicação injetável.

A transferência dos embriões para o útero é um procedimento indolor e bastante tranquilo. Não costuma levar mais do que 10 minutos e não precisa de anestesia. Nele a mulher deve estar com a bexiga cheia, o que possibilita ao médico visualizar a injeção dos embriões dentro do útero, escolhendo um local adequado. Isso incomoda um pouco. De resto, o procedimento é bastante semelhante à coleta de um Papanicolau para a mulher.

Após a transferência um exame de gravidez a ser realizado 9 ou 12 dias depois do procedimento (dependendo do tempo de evolução dos embriões de 3 ou 5 dias) informará o sucesso ou não do tratamento.

Quantos embriões podem ser transferidos?

Hoje em dia a quantidade máxima de embriões a serem colocados dentro do útero é determinada pelo Conselho Federal de Medicina conforme a idade da mulher no momento do congelamento dos embriões.

Conforme resolução do conselho mulheres com até 35 anos podem colocar no máximo 2 embriões; entre 36 e 40 no máximo 3 embriões e acima dos 40 podem ser transferidos até 4 embriões.

Mas isso é uma regulamentação de número máximo de embriões. Temos que lembrar que os laboratórios de reprodução humana estão evoluindo bastante e que é necessário diminuir ao máximo o risco de parto prematuro – para isso devemos tomar cuidado com gestação gemelar e principalmente trigemelar. Por isso dificilmente recomendo a transferência de mais de 2 embriões, mesmo em mulheres com mais de 40 anos.

Existe limite de idade para transferir os embriões?

Do ponto de vista biológico, o útero da mulher sempre pode ser preparado para receber embriões, não havendo um limite de idade conhecido para que ele seja capaz de engravidar.

Porém a gravidez é uma situação onde o corpo precisa usar suas reservas, e as reservas diminuem com a idade da pessoa. Portanto, com idades mais avançadas, a gravidez tem risco maior para desenvolvimento de doenças, principalmente aumento de pressão arterial e diabetes gestacional.

As chances de gravidez não vão diminuir conforme a idade na transferência. O sucesso do tratamento tem relação direta com a idade dos óvulos, portanto, tem relação direta com a idade da mulher quando ela fez o congelamento dos embriões. Não há relação de sucesso do tratamento com a idade na transferência.

Atualmente o Conselho Federal de Medicina determina que o tratamento para engravidar seja realizado até os 50 anos de idade da mulher. Portanto, para fazer o tratamento, mesmo que com os próprios embriões, uma mulher de mais de 50 anos deve pedir autorização do conselho e dependerá desta liberação para transferir os embriões.

O que pode ser feito com os embriões caso não haja mais interesse do casal em mantê-los congelados?

Caso o casal não queira manter seus embriões congelados eles podem optar por doar esses embriões para outro casal, doar para pesquisa científica ou até mesmo descartá-los, porém nesta última opção somente após 05 anos de congelamento.

A doação de embriões, assim como espermatozoides e de óvulos, é sempre anônima tanto para doadores como para receptores. Neste caso um casal que não tem gametas usaria esses embriões para tentar engravidar.

Quando doados para pesquisa, os embriões são destruídos e suas células, as famosas células-tronco, são usadas para pesquisa em laboratório.

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