A liberdade de escolher o seu tempo para a maternidade
Congelamento de óvulos pode proporcionar autonomia sobre seu futuro reprodutivo.
A decisão sobre quando e como viver a maternidade é uma das mais significativas na trajetória de uma mulher. Em meio a projetos profissionais, desenvolvimento pessoal ou à construção de uma relação sólida, é natural que esse desejo seja planejado para o futuro.
O congelamento de óvulos, também conhecido como preservação da fertilidade, é um recurso seguro e consolidado da medicina reprodutiva que permite maior previsibilidade em relação ao tempo biológico. Trata-se de uma escolha fundamentada em planejamento, cuidado e autonomia, oferecendo a possibilidade de decidir o momento mais adequado para essa etapa da vida com tranquilidade e segurança.
• Graduação em Medicina pela Universidade de São Paulo – USP;
• Especialização em Ginecologista e Obstetra no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP;
• Especialista em Reprodução Humana e Endoscopia Ginecológica (Laparoscopia e Histeroscopia);
• Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
Muitas mulheres chegam ao meu consultório com essa dúvida. A verdade é que não existe um único perfil, mas sim diferentes histórias e motivações. A preservação da fertilidade é uma excelente estratégia se você se identifica com alguma destas situações:
Muitas pacientes se surpreendem ao descobrir como o processo é bem estruturado e planejado. Minha função é estar ao seu lado em cada etapa, garantindo seu conforto e segurança. A jornada consiste em:
Nosso primeiro passo é uma conversa franca. Vamos entender seus objetivos e sua saúde. Solicitarei exames de sangue e uma ultrassonografia para avaliar sua reserva ovariana e garantir que está tudo bem para começarmos.
Nesta fase, você mesma aplicará pequenas injeções diárias de hormônios (com toda a orientação da nossa equipe). O objetivo não é criar algo novo, mas sim estimular o crescimento de múltiplos folículos que seu corpo já produziria naquele mês. Acompanhamos de perto com ultrassons a cada 2 ou 3 dias.
Esta é, talvez, a pergunta mais importante. A resposta da ciência é clara: quanto mais jovem, melhor. A qualidade e a quantidade dos óvulos de uma mulher atingem seu pico no final dos 20 anos e começam a diminuir de forma mais acentuada após os 35. Portanto, o ideal é realizar o procedimento preferencialmente até os 35 anos. Isso não significa que não seja possível depois, mas congelar mais cedo geralmente resulta em um número maior de óvulos de alta qualidade, o que se traduz em maiores chances de sucesso no futuro.
O congelamento de óvulos é a melhor apólice de seguro que a medicina pode oferecer para sua fertilidade, aumentando drasticamente suas chances, mas não é uma garantia de 100%. O sucesso da gravidez no futuro dependerá de fatores como o número e a qualidade dos óvulos que foram congelados e do processo de fertilização.
Não há uma idade fixa obrigatória, mas após os 38–40 anos a qualidade e a quantidade dos óvulos diminuem de forma mais significativa. Por isso, a avaliação da reserva ovariana é fundamental para entender se o procedimento trará benefícios reais naquele momento.
Na maioria dos casos, não é necessário afastamento. A rotina pode ser mantida normalmente, com pequenos ajustes para consultas e exames. Apenas no dia da coleta recomenda-se repouso.
Não. Os medicamentos utilizados estimulam temporariamente os ovários, mas não provocam alterações hormonais duradouras. Algumas mulheres podem sentir leve inchaço durante o período de estimulação, que desaparece após o término do ciclo.
Sim. Trata-se de um procedimento amplamente estudado e realizado no mundo todo. Quando conduzido por equipe especializada e com protocolos adequados, apresenta altos índices de segurança.