Síndrome HELLP

As síndromes hipertensivas associadas à gestação possuem elevada incidência mundial, sendo causa importante de altas taxas de mortalidade materna e perinatal. As principais razões de óbitos maternos por causas diretas são por causa das formas graves da doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG) tais como DHEG ou Pré-Eclâmpsia grave, Eclâmpsia e também a chamada Síndrome HELLP. É importante salientar que quem já é Hipertensa Crônica antes ou no início da gestação também pode apresentar esse tipo de complicação.

O que é Síndrome HELLP?

A Síndrome HELLP é definida como o surgimento de Hemólise (lesão nos glóbulos vermelhos), aumento de enzimas hepáticas (proteínas produzidas no fígado), e diminuição das Plaquetas (Plaquetopenia), que são células do sangue responsáveis pela coagulação. Por isso foi criada a sigla HELLP, que em inglês significa: hemolysis, ellevated liver enzimes and thrombocytopenia.

SINAIS E SINTOMAS

  • Pressão arterial elevada na maioria das vezes;
  • Dor epigástrica (parecida com azia/queimação na região do estômago);
  • Dor de cabeça;
  • Náuseas e vômitos;
  • Mal-estar geral;
  • Alterações visuais;
  • Alterações de estado de consciência podem estar presentes;
  • Podem apresentar sinais de comprometimento fetal, como a Restrição de Crescimento Fetal, diminuição do líquido amniótico e até sofrimento fetal agudo.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é laboratorial e a investigação desses exames está indicada para gestantes que apresentam formas hipertensivas graves da gestação já citadas acima.

As alterações laboratoriais encontradas são:

  • Bilirrubina Total no sangue maior que 1,2 mg/dL, indicando sinal de hemólise.
  • Desidrogenase Láctica (DHL) maior que 600 UI/L, que também indica sinal de hemólise;
  • Transaminases AST (aspartato aminotransferase) e ALT (alanina aminotransferase) acima de 70 UI/L;
  • Plaquetas abaixo de 100.000/mm3, indicando plaquetopenia grave.

As alterações dos exames de gravidade podem ser encontradas isoladamente, indicando sinal de alerta de gestação evoluindo para uma possível Síndrome HELLP.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Inclui-se nos diagnósticos diferenciais da Síndrome HELLP, doenças mais raras como:

  • Esteatose Hepática aguda da gravidez;
  • Alterações de coagulação sanguínea;
  • Síndrome Hemolítica Urêmica, que é uma doença que cursa com hemólise e comprometimento renal;
  • Doenças Hematológicas que provocam diminuição das plaquetas e hemólise;
  • Lúpus Eritematoso Sistêmico.

TRATAMENTO

Geralmente as pacientes com risco de terem Síndrome HELLP são internadas pela forma hipertensiva grave e, então, são colhidos os exames laboratoriais.

Então o tratamento consiste no controle da pressão arterial com a paciente internada, exames para avaliar a vitalidade e bem-estar fetal e, dependo da gravidade do caso e da idade gestacional, pode-se até interromper a gestação. Portanto, os objetivos do tratamento são:

  • Redução da Pressão arterial em 20-30%, quando estiver acima de 160×110mmHg;
  • É importante a confirmação da idade gestacional e peso fetal estimados;
  • Avaliação da vitalidade fetal;
  • Controles Periódicos dos exames de gravidade

COMPLICAÇÕES

  • Complicações de distúrbios de coagulação são muito frequentes. Dentre elas a CIVD (Coagulação Intravascular Disseminada). Essa doença causa sangramentos em diversas regiões e podem apresentar sinais clínicos como gengivorragia (sangramento na gengiva), hematomas, petéquias (pintas avermelhadas na pele) e até saída de sangue pela urina (hematúria);
  • Rotura hepática, cujo sinal clínico pode ser a dor em região superior direita do abdômen;
  • Sofrimento Fetal;
  • Parto Prematuro.

A hipertensão é uma das principais doenças associadas à mortalidade materna e perinatal. Vale lembrar que doenças hipertensivas na gestação são mais prevalentes na primeira gestação ou em mulheres que já são hipertensas crônicas, ou que tiveram complicações hipertensivas em gestações anteriores.

Assim sendo, é extremamente importante realizar uma boa consulta para orientações pré-gestacionais e realizar um acompanhamento Pré-Natal com obstetras especialistas em gestação de alto risco.

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