Como saber o sexo do bebê?

Engravidar é uma sequência de expectativas. Estou gravida? A TN (translucência nucal) está normal? O ultrassom morfológico? parto normal? Cesárea? São muitas incertezas e muita expectativa, sendo que uma que logo de cara aparece é qual o sexo do bebê?!

Até recentemente os bebês viviam num mundo quase que incomunicável com o nosso enquanto dentro da barriga de sua mãe. É só pensar que os primeiros aparelhos de ultrassonografia chegaram ao Brasil há aproximadamente 40 anos (e francamente, a imagem deles…). Por isso os pais só descobriam o sexo do seu filho no dia do nascimento – eu mesmo tenho 35 anos e meus pais só souberam que era menino quando nasci. Hoje em dia os avanços tecnológicos têm possibilitado descobrir o sexo do bebê cada vez mais cedo. As vezes antes mesmo da gravidez.

Nesse artigo explicaremos de maneira cronológica as maneiras de como descobrir o sexo do seu bebê.

Antes de engravidar

Diagnóstico Genético pré-implantação

A maneira mais precoce de descobrir o sexo do bebê é na verdade feita antes mesmo de existir o bebê. Para um casal que realiza um tratamento para engravidar pela técnica de fertilização in vitro, quando os embriões já estão prontos, é possível realizar uma biópsia do embrião retirando uma célula dele para avaliação laboratorial dos cromossomos; trata-se do Diagnóstico Pré-Implantacional do embrião (PGD).

O objetivo desse exame geralmente não é saber o sexo do bebê, mas sim detectar alterações cromossômicas que levem ao desenvolvimento de Síndromes genéticas, como a Síndrome de Down, ou a Síndrome de Tunner, etc. Porém, como o exame vê diretamente os cromossomos do embrião, é possível ver se ele é XX (feminino) ou XY (masculino), portanto, quando realizado esse procedimento, o casal fica sabendo o sexo do bebê antes mesmo de engravidar.

O PGD é indicado principalmente para mulheres com mais de 40 anos que vão realizar FIV, já que o risco de alterações cromossômicas nos embriões aumenta com a idade da mulher. No Brasil, por determinação do Conselho Federal de Medicina, o exame não deve ser indicado nem feito exclusivamente para saber o sexo do embrião, exceto em casos de doenças genéticas relacionadas ao sexo (Síndrome de Duchene, tumores sanguíneos etc.).

Primeiro trimestre da gravidez

Sexagem fetal

A determinação do sexo fetal, conhecida como Sexagem fetal, é uma técnica de diagnóstico do sexo do bebê através de avaliação da presença de pedaços do cromossomo Y fetal no sangue da mãe. Somente homens possuem cromossomo Y e a presença dele indica que a mulher está grávida de menino; sua ausência indica que seja menina.

A Sexagem fetal pode ser feita em qualquer fase da gravidez, mas as taxas de acerto são bem maiores a partir de 8 semanas de gestação (2 meses) e tem como objetivo único detectar o sexo do bebê, uma vez que o exame não avalia os cromossomos fetais, apenas a presença de fragmentos do cromossomo Y.

Taxa de acerto da sexagem fetal de acordo com a idade gestacional:

Fase da gravidez Sexo Feminino Sexo Masculino
Até 8ª semana 74,0% >99,0%
8ª a 10ª semana 99,0% >99,0%

O resultado pode ser inconclusivo e isso não é motivo de preocupação, principalmente quando o exame é feito antes de 8 semanas de gestação. Em caso de gêmeos idênticos, o exame vai mostrar o sexo de ambos os bebês ( que é o mesmo pois eles são idênticos). Quando a gestação é de gêmeos geneticamente diferentes (bivitelínicos, com duas placentas…), a presença do cromossomo Y indica que pelo menos um deles é menino, sendo impossível com esse exame saber o sexo do outro bebê. Caso o exame não detecte o cromossomo Y nesses casos de gestação gemelar, os dois bebês são meninas.

A Sexagem fetal é o método com maior precisão na determinação do sexo do bebê.

USG morfológico do primeiro trimestre

A ultrassonografia é o exame mais usado hoje em dia para determinar o sexo do bebê. É um método simples, barato, indolor e sem risco para mãe e bebê(s).

Faz parte da avaliação de rotina de pré-Natal a realização de ultrassonografia morfológica em torno de 12 semanas de gravidez para todas as mulheres, com o objetivo de procurar marcadores na anatomia do bebê que possam indicar alguma síndrome ou malformação fetal. Esse é o objetivo principal do exame. Mas com o avanço dos aparelhos de ultrassonografia, o exame passou a ser bastante utilizado na determinação do sexo do bebê.

Trata-se do método com pior taxa de acerto, algo perto de 80%, sendo que quanto mais avançada estiver a gestação, maior a chance de acerto (o exame deve ser realizado entre 12 e 14 semanas). Fatores como a posição do bebê podem atrapalhar na visualização da genitália, que é vista com mais facilidade, aumentando o acerto quando o bebê é menino. Como dissemos, é um exame obrigatório de pré-Natal, então não tem por que não dar uma checada.

Segundo e Terceiro Trimestre

USG morfológico de segundo trimestre

Realizado a partir da 18ª (de preferência até a 22ª), época da gravidez em que a genitália já está bem formada. A taxa de acerto do ultrassom nesta fase passa de 90%. Ainda assim, dependendo da posição do bebê, se a gestação é gemelar, da quantidade de gordura abdominal da mulher, pode haver dificuldade em visualizar a genitália do bebê. Nesses casos, a determinação do sexo acaba ficando para uma ultrassonografia com a gravidez já mais avançada, mesmo no terceiro trimestre da gravidez, se for o caso (o que é bastante incomum).

Outros métodos, mais invasivos, como amniocentese (coleta de líquido da bolsa amniótica) e coriocentese (biópsia de cordão umbilical) também mostram o sexo do bebê, mas são muito invasivos. São exames utilizados apenas para pesquisa de doenças quando é detectada alguma alteração no ultrassom morfológico, nunca exclusivamente para saber o sexo do bebê.

Atenção!

Muitos mitos foram criados para determinar o sexo do bebê só de olhar para a gestante. Nenhum deles funciona! A chance de acertar o sexo do bebê sem que haja nenhuma informação da gravidez é de 50% sempre (ou menino ou menina), ou seja, uma probabilidade alta de acerto aleatório, que faz com que as pessoas passem realmente a acreditar que são métodos que funcionam.

A avaliação do formato da barriga, tabelas lunares e nem mesmo frequência cardíaca do bebê tem qualquer relação com o sexo do bebê.

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