Consulta preconcepção

Existem muitas dúvidas que surgem antes de uma consulta preconcepção, além da ansiedade para engravidar, o casal precisa estar atento à saúde de ambos, que precisa estar em dia, para que não haja contratempos durante o processo. Pensando nisso, separei alguns pontos para esclarecer dúvidas e como funciona a consulta preconcepção.

1- Qual é a importância de a mulher que está pensando em engravidar procurar o obstetra?

A consulta antes de engravidar é muito importante para que o casal seja avaliado quanto a seu estado geral de saúde, coleta de exames periódicos que podem estar atrasados (como papanicolau e ultrassonografia), para coleta de sorologias do casal (teste para doenças infecciosas como Sífilis, HIV, hepatites…) e para orientações gerais em relação a gravidez.

Nesta consulta o médico deve orientar também a iniciar o uso de ácido fólico, substância importante para auxiliar o desenvolvimento do embrião principalmente no início da gravidez (deve começar a ser usado uns 3 meses antes da gravidez).

Apesar de importante, são poucos os casais no Brasil que programam a gravidez a ponto de passar pelo médico antes mesmo de engravidar. Caso aconteça a gravidez sem essa programação, procure o médico assim que tiver a suspeita (geralmente com o atraso menstrual).

2- Quais são os exames que são pedidos antes de a mulher engravidar?

Antes de mais nada, o exame físico do médico é essencial. Tanto da parte ginecológica como das mamas, onde podem ser detectados nódulos ou qualquer outra alteração que deve ser melhor avaliada antes da gravidez.

Os exames complementares são basicamente exames de rotina ou prevenção para possíveis complicações na gravidez, como sorologias e avaliação tiróide.

Além disso, em casos mais específicos, onde a mulher tenha alguma doença de base antes de engravidar, como pressão alta ou diabete, é essencial avaliação específica para saber se a doença está sob controle, uma vez que elas podem descompensar durante a gestação e o controle fica mais difícil pela limitação de medicações que podem ser usadas.

3- Qual é a importância de cada um deles?

Exames de rotina

a- Exame físico realizado pelo médico – com avaliação de peso, pressão arterial, além dos exames ginecológico e de mamas. É o que vai direcionar o médico em relação a saúde geral da mulher.

b- Papanicolau- exame de coleta de células do colo do útero. É fundamental para diagnóstico de lesões que podem evoluir para câncer do colo do útero. Toda mulher deve fazer anualmente. A gestante pode fazer a coleta durante a gravidez, mas se for possível, ideal é fazer antes até porque se precisar de algum tratamento pode ter restrições na gravidez.

c- Ultrassonografia pélvica e de mamas – não são exatamente exames obrigatórios, mas é sempre bom ter essa avaliação visual do útero, ovários e mamas anualmente, mais ainda em uma mulher que planeja engravidar.

Exames complementares

a- Avaliação sorológica do casal

Exames de sorologia de HIV, sífilis, hepatite B e C, HTLV – são doenças sexualmente transmissíveis que podem inclusive contra indicar a relação sexual ao casal, indicando tratamento para a doença e para engravidar. Além disso podem ser transmitidas ao bebê principalmente no momento do parto.

Sorologia de Toxoplasmose, Rubéola e CMV- são doenças mais comuns na infância e que uma vez que a pessoa tenha contato está protegida de ter novamente a doença, porém se a pessoa nunca teve o contato e desenvolver a doença na gravidez, essa pode levar a alterações no bebê. Importante realiza-los pois a Rubéloa, por exemplo, pode ser vacinada. A Toxoplasmose pode ser evitada através de cuidados de higiene no dia a dia.

b- Avaliação de tiróide – cada vez mais a tiróide parece ter importância não só para engravidar, como no desenvolvimento do bebê no útero da mãe. Como muitas vezes suas alterações não apresentam sintomas evidentes, é prudente uma avaliação antes da gravidez

c- Exames gerais- tipo de sangue (ABO, positivo ou negativo) e exames para se ter uma idéia da saúde geral da mulher, como exame de fezes e de urina.

4- Existe alguma condição que pode ser detectada durante esse planejamento que exija que a mulher pare de tentar engravidar ou adie esses planos? Quais e por quê?

Não para que pare, mas existem condições que obriguem a adiar os planos.

As alterações de tiróide, por exemplo, exigem que a mulher faça um tratamento específico, geralmente com medicação, para deixar seus níveis hormonais adequados antes da gravidez. Isso aumentará suas chances de engravidar além de previnir problemas de desenvovimento cognitivo do bebê.

Sorologias alteradas, como de HIV ou hepatite B ou C podem contra indicar a relação sexual sem preservativo, indicando realização de tratamento para engravidar. Além disso, quando uma mulher é HIV positivo, por exemplo, é essencial que sua “carga viral”, que seria mais ou menos a quantidade de vírus que ela tem, esteja baixa e controlada para evitar a transmissão para o bebê. O mesmo vale pra hepatite C.

O importante é saber que sempre há condição de tentar engravidar, porém se algo estiver alterado antes da gravidez é fundamental tratar, deixando a mulher na melhor condição possível para engravidar.

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